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Número treze • trimensário newsletter • Director: Álvaro Vale
Nesta edição    
- Primeira página

- A Pias o que é de Pias

- O vinho branco invisível da Ervideira feito com uvas pretas

- Teor alcoólico dos vinhos aumentou 2,3 graus

- Vini Portugal


- Projecto vínico Discórdia entre Mértola e o Pomarão

- Penúltimas

- Últimas

- No fecho da Edição


Ervideira completa ciclo Vinho da Agua com Espumante concurso
A Quinta da Ervideira apresentou mais dois testes de referêñcia ao chamado “ Vinho da Água”, que resulta da submersão no Lago do Alqueva de vinhos tintos e brancos durante oito meses para estagiar a uma temperatura constante e à mesma pressão. Em finais de Maio coube a vez ao Espumante Colheita 2015 e ao Conde D’Ervideira Reserva Branco 2015 fecharem o ciclo do “Vinho da Água”, iniciado em Abril de 2016 com a retirada das garrafas de tinto (ver Correio dos Vinhos) e mais tarde brancos,numa experiência que amplia as qualidades do vinho engarrafado.
Tal como nos tintos ou brancos, se o vinho antes de submerso já é bastante agradáveil, depois, e uma vez cumpridos os tais oito meses de estágio a cerca de 30 metros de profundidade à temperatura de 18 graus, a qualidade melhora substancialmente, com os aromas muito mais ampliados e mais leve. Um sucesso que deixou bem satisfeitos Duarte Leal da Costa director-executivo e Nelson Rolo, enólogo. Num encontro com os jornalistas no Instituto do Vinho e da Vinha em Lisboa, foram dados a conhecer os testes com os espumantes e relaizadas as respectivas provas do Branco e do Espumante.... que não fica atrás do genuíno vinho de Champagne.
Submerso durante meses, o Espumante (com e sem degorgement, sedimentos) resultou num vinho mais elegante e com bolhas mais finas, “bem ao estilo do grande Champanhe”. No caso do branco, penúltimas trata-se de um vinho feito da casta Antão Vaz, tendo fermentado e estagiado com batonage em barricas de carvalho húngaro. Estagiou depois de engarrafado a 30 m de profundidade durante os mesmos oito meses que o espumante, revelando-se também ele mais “fino”. Foram ainda provados o Conde D’Ervideira Vinho da Água 2014 (já no mercado) e o Conde D’Ervideira Vinho da Água 2015 (a lançar no mercado em Junho ou Junho de 2017), ambos lado-alado com os seus homólogos não submersos – Conde D’Ervideira Reserva Tinto 2014 e 2015 – para se poder entender a sua evolução extraordinária, mesmo passado um ano depois. A prova destes quatro vinhos estagiados em profundidade: Espumante com e sem dégorgement, Branco 2015 e Tinto 2014 e 2015, já mostra resultados consistentes que fazem Duarte Leal da Costa concluir “estamos muito expectantes com a receptividade do mercado que já olha para o Vinho da Água como uma marca sólida e de qualidade. Vamos agora repensar toda a nova estratégia de estágio de brancos e espumantes em profundidade para que em 2018 possam estar disponíveis para o mercado”. A marca Conde D’Ervideira Vinho da Água Tinto (após o estágio de oito meses) está já nos seguintes mercados: Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Suíça, Brasil, China, entre outros, esperando-se a mesma aceitação para os dois novos produtos.

TERRAS D’ERVIDEIRA 2015 MELHOR TINTO EM ITÁLIA
O Vinho Terras D’Ervideira Tinto 2015 foi premiado com a Medalha de Ouro no Concurso internacional Selezione del Sindaco, no sudoeste de Itália, mais concretamente em Tramonti, Salerno, na região da Campania, certame organizado pela Associação Nacional Cittá de Vino. Este vinho da Casa Ervideira obteve 93,25 pontos, correspondendo ao melhor tinto a concurso entre várias centenas de vinhos.. e alcançando o 7º lugar na geral, num concurso ganho pelo Moscatel Reserva da Costa Lima (Setúbal), considerado pelo júri o melhor vinho do certame em todas as categorias, com 94,8 pontos. Curiosamente, mais cinco marcas portuguesas de vinho doce e licoroso ficaram entre os dez primeiros a saber: Porto Cid + 40 anos, de 2014, com 94,4 pts, 2º lugar; Casa Ermelinda Freitas - Moscatel Roxo Setúbal Superior (2010), 94 pts 3º; Confraria Espumante Reserva Moscatel seco 2013, adega cooperativa do Cadaval, 93,5 pts, 5º lugar; Xavier Santana Moscatel Setúbal (2015), 93,4 pts 7º ex-aequeo c/ Ermelinda Freitas Moscatel Setúbal Superior (2007), 93,4 pts, num total de 350 vinhos medalhados.


 
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Em destaque nesta Edição...

A Pias o que é de Pias....

No concelho de Serpa, o terroir da região de Pias é relativamente pequeno, e a excelência dos vinhos ali produzidos é garantida apenas por duas empresas vitivinícolas, em especial a Adega Margaça. Daí, aparecerem alguns vinhos aparentados de Pias.... produzidos a léguas, tendo o presidente do município já reunido com os produtores para defesa do vinho genuíno.


     


O Vinho Branco Invisível... da Ervideira... feito com uvas pretas
A prova de oito colheitas, desde 2009, mostrou a evolução das tonalidades do Invisível, do dourado ao branco transparente... Tudo começou em 2007, numa viagem à Alemanha do director-executivo. Dez anos volvidos, surgiu esta prova de vinhos na Associação Naval de Lisboa, em Belém.







Nos últimos 30 anos, em todo o mundo, derivado ao clima Teor alcoólico dos vinhos aumentou 2,3 graus
Devido às alterações climáticas do planeta, o teor médio alcoólico dos vinhos aumentou 2,3 graus. E num futuro, cultura da vinha poderá deslocar-se para latitudes mais elevadas, seja no hemisfério norte ou no hemisfério sul, revela um artigo de Paulo Cameira Santos, investigador do Instituto de Investigação Agrária e Veterinária (IIAV) publicado na revista Enologia referente a Março de 2107.