WWW.CORREIODOSVINHOSEPETISCOS.COM
Correio dos Vinhos e Petiscos
Número treze • trimensário newsletter • Director: Álvaro Vale
Nesta edição       Edição 13 - Versão impressa
- Primeira página

- A Pias o que é de Pias

- O vinho branco invisível da Ervideira feito com uvas pretas

- Teor alcoólico dos vinhos aumentou 2,3 graus

- Vini Portugal


- Projecto vínico Discórdia entre Mértola e o Pomarão

- Penúltimas

- Últimas

- No fecho da Edição















 

No fecho da edição
Vinhos & Enoturismo todo o ano... no Alentejo

1. Um tour pelos hotéis vínicos do Alentejo próximo da raia espanhola... não será má ideia, especialmente entre finais de Setembro, - já após as vindimas, que no Alentejo passaram a ser feitas nas últimas semanas de Agosto, - e Maio, quando há menos calor e se pode usufruir das brisas e do sossego, intermediados de petiscos e alguns vinhos, seja em Reguengos de Monsaraz, ou junto ao Lago Alqueva, Serpa, ou um pouco mais a sul, Mértola e Pomarão com os seus ninhos de cegonhas. Damos quatro exemplos, dois dos quais já implantados em paisagens de leves colinas cheias de água. Os outros dois, mais agrestes, com futuro prometedor em Pias, um caso a considerar pelos proprietários, e também da Herdade de Vale de Évora entre Mértola da arqueologia romana e árabe e o Pomarão, juntando as sinergias deste velho porto fluvial do Guadiana que em tempos servia as Minas de São Domingos, em Aljustrel, de onde era escoado o minério em barcaças rio abaixo até Vila Real de Santo António, e daí seguir para Inglaterra.
Pode ser o começo regular de um certo tipo de turismo ao longo do ano, aproveitar a fescura do Alentejo, os dias das antigas chaminés a lenha, onde pouco neva, e há um interessante convite ao repouso, entre Pias e Serpa, ou mais para norte, em Vila de Frades com o centro museológico das ruínas romanas de São Cucufate, onde a referência é a Quinta das Ratoeiras (ver edição nº9).

2. O aeroporto civil no Montijo tem excelente estratégia, e só por si é um cartão de visita para toda a Grande Lisboa, porque ao aterrarem os turistas ficam com óptima impressão do estuário do Tejo. Desde 2001 ou 2002, que se aguarda para que fique operacional. Para tal basta um barracão préfabricado para os passageiros, o que leva dois escassos meses a fazer. O resto, vai-se fazendo à medida que as autarquias forem tendo receitas.
Interessa desembarcar os turistas das low-cost no Montijo enviá-los para Lisboa através de linhas de ferry-boats a partir de um terminal no próprio aeroporto, ou descobrirem o que há na península de Setúbal.
Mas os responsáveis pelo turismo alentejano em parceria com a CVRA e as marcas de vinho devem captar uma parte dos passageiros, através de programas especiais de enoturismo. Será uma forma do Montijo contribuir para um interessante mercado ao longo do ano, vencendo alguma inércia, daí que seja de todo o interesse para alguns produtores alentejanos com um core business virado para o enoturismo, ou mesmo um agro-turismo mais sofisticado e repousante, que de Outubro a Maio, a região mais confinada ao Alqueva e Guadiana pode oferecer, sem grandes multidões.





 
Correio dos Vinhos e Petiscos
Informação
ESTADO DO TEMPO

BOLSA